# Diamantes do Tempo
# Mentiras
To cansado
De mentiras
E histórias bobas
Meninas muito novas
Ou de conversas tolas
Faz um certo tempo
Que minto assim
Faz um certo tempo
Que minto pra mim
To cansado
De mentiras
E histórias bobas
Meninas muito novas
Ou de conversas tolas
Faz um certo tempo
Que minto assim
Faz um certo tempo
Que minto pra mim
As paredes tem ouvidos
Mas não vão falar de ti
Não é porque nunca escutaram
Tudo de bom que eu senti
As paredes tem ouvidos
Mas não vão falar de ti
Não é porque nunca escutaram
Tudo de bom que eu senti
As paredes tem ouvidos
Mas não vão falar de ti
# Campo Minado
# Escócia que vive em mim
Já se passou praticamente um mês desde que a infantaria correu até os soldados inimigos.
As espadas estavam tingidas de azul.
No campo só havia isso, e mais nada.
Mesmo que a cavalaria pudesse ter avançado antes, estávamos em completa desvantagem.
Faltava coragem.
Mas mesmo que os campos estivessem com diversas bandeiras hasteadas, não havia mais nenhuma batalha que devesse ser traçada.
Já havia se passado um mês, desde que a infantaria correu, sedentos de sangue, até vocês.
# Efêmeros provérbios da noite
Cá entre nós, nunca fui bom em escrever. Talvez houvessem barreiras por onde passava, talvez devesse apenas continuar no mesmo local.
Tudo o que imaginava sobre o destino mudou da noite para o dia, já era de se esperar que o destino seria traiçoeiro mais uma vez comigo. São planos que sempre vão escorrer como areia entre os dedos.
Talvez devesse me apreciar mais, como uma boa garrafa de vinho seco, assim como os cardiologistas recomendam. Talvez devesse trocar realmente os hábitos ruins pelos bons para o meu próprio bem. Mas hábitos ruins se tornam hábitos da mesma forma. Assim como amar.
É curioso como o tempo corre durante uma noite acordada, e como a tarde passa despercebida. Trocar a noite pelo dia nem sempre é um bom sinônimo.
Aquela que guarda os segredos da mente é como este que deveras um dia nos regenerar.
Tiquetaqueando os segundos mais eternos e efêmeros da minha vida.
Como um vagão de trem na chegada da estação.
Que ora espera chegada, outrora, partida.
# Dilúvio
# Ser vivo
Chegou a hora. Ora ou outra chegaria.
É como a chegada de um vagão de trem na estação, a despedida ou a recepção.
É reencarnação e ao mesmo tempo desapego. Uma arte sem explicação.
O ser vivo, sendo vivo, em pele e osso ou a flor da pele.
Queimando-o sempre que toca o chão.
Nossos pés calejados, nossas mãos macias.
Carícias...
Malícias.
Coisas da imaginação.
# Outono
Já faz alguns anos que penso em voltar a escrever. Anos que passaram despercebidos ou talvez nem tanto assim. Anos que passaram rápidos, a anos luz de mim.
Faz anos que ainda penso em escrever. Talvez ditar coisas que façam sentido, ou apenas regar girassóis com as mesmas. Mas talvez os campos estejam amarelos. Talvez estejam servindo para alimentar os maiores outonos da minha vida.